😨😨 Eu vim fazer uma surpresa aos meus pais e os encontrei do lado de fora, debaixo de uma forte tempestade — na casa que comprei para eles, eles não estavam morando.
A chuva caÃa como uma enxurrada quando voltei para minha cidade natal. A casa que comprei para que meus pais vivessem em um lar só deles e não precisassem de nada. Eu achava que seria uma surpresa. Mas a surpresa estava me esperando.
Na varanda, sob uma lona encharcada, eles estavam sentados — minha mãe e meu pai. Curvados, escondidos do mundo. Meu coração apertou, minha respiração travou.
— Mãe? Pai? — minha voz ficou presa na garganta.
Os olhos deles estavam cheios de medo e vergonha.
— Por que vocês estão aqui? — escapou de mim.
Minha mãe começou a chorar, meu pai segurou minha mão. Dedos frios, trêmulos, pele ressecada pelo trabalho.
— Não querÃamos te preocupar… — murmurou meu pai.
— Me preocupar? Vocês estão vivendo na rua! Esta é a CASA DE VOCÊS!
O silêncio ficou mais ensurdecedor que qualquer grito. Até que meu pai sussurrou com uma raiva que eu nunca tinha ouvido dele:
— Ela não nos deixou escolha.
😨😱 Minha mãe disse um nome, e naquele instante meu mundo desabou. Mas quando vi as gravações, as provas no celular do meu pai… entendi: não era apenas um golpe. Era uma rede de mentiras capaz de chocar qualquer um…
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Ajoelhei-me ao lado deles, tentando entender o que estava acontecendo. A chuva lavava tudo ao redor, mas não conseguia lavar a traição. O celular na mão do meu pai tremia como se o próprio aparelho tentasse me alertar sobre a dimensão da mentira.
Cada mensagem, cada gravação confirmava o que eu temia. Minha assistente, em quem eu confiava e a quem entreguei milhões, havia enganado todos nós.
Ela dizia aos meus pais que tudo estava bem, enquanto pegava o dinheiro, o transferia para suas próprias contas e ignorava as necessidades deles.
Levantei-me. O coração batia forte, a respiração ficou firme. A partir daquele momento, tudo havia mudado. Meus pais não iriam mais sofrer pela ganância de outra pessoa.
Olhei para eles — as lágrimas da minha mãe, as mãos trêmulas do meu pai — e senti que era hora de agir.
Peguei o telefone e disquei um número. Ela atendeu quase imediatamente, com o mesmo sorriso confiante que agora parecia mortal.
— «Onde estão meus pais?» — perguntei friamente.
A resposta dela me fez entender que não era apenas um golpe, mas um jogo cuidadosamente planejado. E a partir de agora, eu controlava as regras.
A chuva ainda caÃa, mas agora não podia lavar a traição. Ela estava diante de mim. E eu pretendia consertar tudo até o fim e dar a cada um o que merecia.
