😨😵“Ela nem consegue arranjar um namorado!” — gritou meu pai e me empurrou direto para dentro da fonte sob aplausos dos convidados. Encharcada até os ossos, apenas sorri e sussurrei: “Lembre-se deste momento” — e apenas vinte minutos depois, os faróis de um carro entrando no pátio deixaram todos pálidos.
Meu pai sempre soube como me transformar em alvo. Em nossa família, onde o brilho valia mais do que a alma, eu era o patinho feio que arruinava a vitrine perfeita.
Eles riam de cada escolha minha, de cada passo — simplesmente porque eu não queria ser como eles.
Mas naquela noite ele ultrapassou todos os limites.
No auge da festa barulhenta, quando os convidados mal conseguiam segurar suas taças, a conversa voltou para mim.
— O que ela sabe fazer, afinal? Ela nem é capaz de arranjar um parceiro! — declarou meu pai em voz alta, provocando ondas de riso.
Então — um empurrão. Brusco, humilhante. E eu caí na água gelada da fonte, sob aplausos entusiasmados.
Levantei-me tremendo, mas calma.
— Lembre-se deste momento. Você ainda vai se arrepender, — disse olhando direto nos olhos dele.
Por um momento, caiu um silêncio. Eles não estavam acostumados a eu responder. Mas um segundo depois, as risadas voltaram.
Mas apenas vinte minutos se passaram.
O pátio foi subitamente iluminado por faróis intensos. O carro parou diante da entrada e, quando caminhei em direção à pessoa que saiu dele, todos empalideceram. Nem mesmo meu pai entendia o que estava acontecendo.
😱😨Porque quem apareceu era a última pessoa que eles esperavam ver ao meu lado.
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Ele saiu do carro calmamente, como se estivesse seguindo seu próprio roteiro. Alto, confiante, com aquela presença autoritária que faz todos se calarem imediatamente.
Sua aparição rasgou a noite como um relâmpago: forte, repentina, sem aviso.
Os convidados trocaram olhares; alguém ajeitou o paletó nervosamente. Mas quem ficou mais pálido foi meu pai — ele o reconheceu primeiro.
Reconheceu exatamente o empresário com quem sonhava, há anos, firmar uma parceria… mas que sempre o rejeitava com qualquer desculpa.
E agora aquele homem vinha diretamente até mim.
Ele parou ao meu lado e, olhando somente para mim, disse baixinho:
— “Desculpe o atraso.”
Mas no silêncio que tomou conta do pátio, todos ouviram.
Meu pai ficou imóvel, como se tivessem tirado o chão sob seus pés. Minha mãe abriu a boca sem encontrar palavras. Minha irmã olhava como se o mundo tivesse parado de girar ao redor dela.
Ele segurou meu braço — com firmeza, naturalmente, como quem segura alguém que escolheu, não alguém que lamenta.
— “Vamos?” ele perguntou.
Olhei para minha família: para seus rostos tensos, para o choque, para a percepção de que toda a visão zombeteira que tinham construído por anos acabara de se quebrar diante deles.
— “Sim. Eles já viram o suficiente,” respondi calmamente.
E enquanto nos afastávamos, senti tudo o que eles haviam usado por anos para me manter para baixo desmoronar atrás de mim.


