Interessante

Apanhei o meu marido com a vizinha, mas não fiz escândalo nem levantei a voz — simplesmente acrescentei algo ao copo do meu marido

Apanhei o meu marido com a vizinha, mas não fiz escândalo nem levantei a voz — simplesmente acrescentei algo ao copo do meu marido. E poucos minutos depois eu já estava sentada na sala ao lado, saboreando os gritos da amante dele: “Tom! O que está acontecendo?! Meu Deus… o que você fez comigo?!” 😏😨

Voltei para casa mais cedo do que o habitual. Já no corredor, o cheiro de um perfume estranho me deixou alerta — doce, insistente, definitivamente não era o meu.

Quando tirei o casaco, meu olhar caiu no chão perto do espelho. Ali havia um elástico de cabelo colorido com uma margarida de plástico. Eu usava cabelo curto há vários anos, portanto era impossível me enganar.

Meu coração se apertou de forma desagradável, mas eu ainda tentava convencer a mim mesma de que havia alguma explicação simples. Dei alguns passos pelo corredor — e naquele momento vieram sons abafados do quarto.

Isso foi suficiente.

Aproximei-me silenciosamente da porta e a entreabri com cuidado. A cena lá dentro era exatamente aquela que eu já temia ver: meu marido Tom e nossa vizinha Clara nem sequer tentavam ser cuidadosos.

Eu não gritei. Não entrei correndo. Não fiz uma cena.

Apenas fechei a porta e, em choque, caminhei lentamente até a cozinha.

Sentei-me à mesa e fiquei olhando para um ponto por alguns minutos até que o primeiro golpe de dor dentro de mim diminuísse. Depois a respiração se acalmou e os pensamentos começaram a se transformar em um plano frio e muito claro.

Sobre a mesa havia um copo de água. Tom sempre o deixava para si — em temperatura ambiente, porque odiava água fria.

Peguei o copo e acrescentei algo do armário, depois fui silenciosamente para o quarto de hóspedes e comecei a esperar.

Eu conhecia bem demais os hábitos do meu marido.

Depois de alguns minutos a porta do quarto rangeu. Tom, exatamente como eu esperava, foi até a cozinha, pegou o copo e bebeu a água com avidez. Depois voltou calmamente.

Sorri e olhei para o relógio.

Passou muito pouco tempo quando de repente um grito histérico ecoou do quarto.

— Tom! O que está acontecendo?! Meu Deus… o que você fez comigo?!

Encostei-me calmamente no encosto da poltrona e me permiti um sorriso quase imperceptível, satisfeito.

Às vezes o melhor escândalo é aquele que acontece sem você. 😏

(Continuação no primeiro comentário 👇👇)

Alguns segundos depois os gritos ficaram mais altos. Na voz de Clara já se ouvia um verdadeiro pânico.

— Tom… meu Deus!

Eu nem me movi. Apenas ouvi em silêncio.

Primeiro ouviram-se passos rápidos, depois um estrondo — alguém bateu em uma cadeira. Tom murmurava entre os dentes, claramente tentando entender o que estava acontecendo com seu corpo. Mas eu sabia perfeitamente o que estava acontecendo.

No armário da cozinha havia um laxante muito forte. Uma vez o próprio Tom o comprou depois de um jantar malsucedido em um restaurante e depois reclamou por muito tempo que era “o remédio mais terrível do mundo”.

Ironia do destino.

Pelos sons, ele já havia percebido que talvez não conseguisse chegar ao banheiro a tempo. O pânico no quarto aumentava a cada segundo. Clara gritava, Tom corria pelo quarto, gavetas batiam, algo caía no chão.

— Mais rápido! — gritou ela. — Tom, faça alguma coisa!

Mas já era tarde demais.

Um instante depois caiu um silêncio pesado e constrangedor, e então ouviu-se outro grito — desta vez cheio de nojo e desespero.

Levantei-me lentamente da poltrona e olhei para a porta fechada do quarto.

Às vezes a justiça chega muito silenciosamente.

E muito… memoravelmente.

Exit mobile version