Por causa da pobreza, meus pais me deram em casamento a um homem rico, duas vezes mais velho do que eu. Mas o que aconteceu na nossa primeira noite de núpcias me abalou até o fundo da alma…
Histórias

Por causa da pobreza, meus pais me deram em casamento a um homem rico, duas vezes mais velho do que eu. Mas o que aconteceu na nossa primeira noite de núpcias me abalou até o fundo da alma…

😥😮Por causa da pobreza, meus pais me deram em casamento a um homem rico, duas vezes mais velho do que eu. Mas o que aconteceu na nossa primeira noite de núpcias me abalou até o fundo da alma…

Cresci da maneira que meu pai considerava correta: olhos baixos, silêncio, trabalho doméstico.

Eu tinha vinte anos e, até aquele ano, minha vida passava calma e despercebida, como se estivesse atrás de uma cortina.

Enquanto outras meninas riam, se apaixonavam e faziam planos, eu aprendia a costurar, cozinhar e a ser conveniente.

Nunca segurei a mão de um rapaz, nunca conversei a sós com um homem. Minha vida não me pertencia — apenas era vigiada.

Naquele ano tudo desmoronou. A seca queimou a terra, os campos morreram, o gado pereceu. Meu pai ficou sem trabalho e nossa casa — sem comida. Misturávamos farinha de milho com água para enganar a fome.

À noite os mais novos choravam; de manhã minha mãe chorava em silêncio. Foi então que ouvi pela primeira vez um nome estranho, sussurrado — o nome de um homem rico e solitário, Thomas, mais velho que meu pai e conhecido por toda a região.

Quando meu pai me sentou à sua frente, eu já entendia o que iria acontecer. Ele disse que aquele homem queria me tomar como esposa. Não por amor. Mas porque podia oferecer dinheiro. Uma pergunta me cortava por dentro, e eu perguntei:

— Quanto… quanto ele prometeu?

A resposta doeu ainda mais. A quantia significava a salvação da família. Meu consentimento fazia parte do acordo.

Nove dias depois, eu caminhava até o altar com um vestido branco. O primeiro beijo — estranho, exibido, sem sentimento.

😨 Naquela noite, ao entrar na casa do meu marido, eu não me sentia uma esposa, mas um objeto. E quando a porta do quarto se fechou, ele disse em voz baixa:

— Antes que qualquer coisa aconteça esta noite, preciso te dizer algo.

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— Eu não posso ter filhos — disse ele, sem me olhar.

Apertei os dedos, preparando-me para o pior.

— E é por isso que não me casei antes. Eu não queria arruinar a vida de ninguém — continuou após uma pausa. — Na nossa cidade isso é considerado quase uma maldição. Pressão… rumores… a solidão se torna insuportável.

Eu permaneci em silêncio, e ele continuou, como se tivesse ensaiado essa conversa por muito tempo.

— Eu te vi. Não por um dia apenas. Vi como você vive, como olha para o chão, como tenta ser invisível. Você não é como as outras. Há silêncio em você, mas não vazio.

Levantei os olhos para ele.
— Então o senhor… me comprou? — sussurrei.

Ele balançou a cabeça com firmeza.

— Não. E não quero que você pense assim. Não haverá nada entre nós até que você mesma queira. Você não me deve seu corpo, seus sentimentos nem sua gratidão.

Ele deu um passo para trás, como se me desse espaço.

— Você será a dona desta casa. Poderá estudar, ler, se desenvolver, tornar-se quem quiser. E se em cinco anos você entender que não quer ficar aqui — você irá embora. Eu lhe darei os meios para viver com dignidade e liberdade.

Os anos passaram. Ele cumpriu cada palavra. Eu aprendi, mudei, deixei de ter medo da minha própria voz.

Eu tinha certeza: depois de cinco anos eu partiria. Mas um dia me surpreendi com um pensamento que trouxe silêncio ao meu interior.

Ele foi a única pessoa na minha vida que nunca me tratou como um objeto. Ele me respeitou, apoiou, esperou, acreditou.

Ele fez tudo para que eu me colocasse de pé e me tornasse uma mulher — não vendida, mas valiosa.

E então eu entendi: eu não queria mais partir. Por mais estranho que isso possa parecer.